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12/02/2010 11:12
Estudante morre de infarto após susto em assalto a escola no AM

Um estudante foi baleado e outra morreu de infarto após assalto realizado contra uma sala de aula com 30 alunos de uma escola pública de Manaus (AM) na noite de quarta-feira (10).

O local foi invadido por quatro jovens encapuzados, sendo dois deles armados. Eles renderem a professora e pediram para os alunos baixarem as cabeças nas mesas. O estudante Carlos Rodrigues de Souza, 19, que descumpriu a ordem, foi atingido por um tiro, mas não corria risco de morte nesta quinta-feira.

Provavelmente por causa do susto que levou com a ação, sua colega Alzenir Silva da Mota, 59, morreu de infarto do miocárdio.

A escola estadual Raimundo Nogueira fica no bairro da Redenção, zona centro-oeste de Manaus, área de influência do tráfico de drogas. O delegado Luiz Martins disse que os assaltantes são moradores de uma favela da área, mas até a tarde desta quinta ninguém havia sido preso. "A escola é muito grande e só havia um vigia no portão", disse.

A invasão aconteceu por volta das 21h30 (23h30 em Brasília). Cerca de 600 alunos assistiam às aulas em 20 salas. A sala invadida fica distante da secretaria. O estudante de 20 anos, que não quis se identificar por medo, disse que os assaltantes pularam um muro. Dois invadiram a sala apontando armas e pegaram dinheiro e celulares.

Segundo ele, Souza levantou a cabeça na hora do assalto após uma recomendação dos bandidos. "Eles gritavam para não levantar, não queriam ser identificados, e o Carlos levantou", disse. Souza está internado no Hospital João Lúcio. A bala está alojada na região lombar e seu quadro é estável.

Já a estudante Alzenir Silva da Mota estava em outra sala de aula quando o alarme foi acionado. Itamar Mota, 35, sobrinho da estudante, disse que ela era hipertensa e desmaiou de pânico. "Ela morreu dentro da escola", afirmou. Segundo o IML (Instituto Médico Legal), a estudante morreu sem assistência médica.

Nesta quinta, a escola Raimundo Nogueira abriu pela manhã sob segurança da Polícia Militar. Vários pais protestaram por causa do aumento da violência. A Secretaria de Estado da Educação anunciou o fechamento da unidade até o dia 22 para implantação de um plano de segurança.