12/02/2010 11:07
Lojistas da rodoviária velha vivem drama do abandono
Continua o drama dos trabalhadores que dependiam do fluxo de pessoas que transitavam pela rodoviária antiga para sobreviver. Trabalhadores do condomínio Heitor Laburu criaram raízes no local e se negam a deixar os devidos estabelecimentos de trabalho que foi construído com o passar dos tempos.
Ao chegar na antiga rodoviária, a equipe do Midiamax se depara com mais uma cena triste. Mais uma loja fecha as portas por falta de clientes. Sem ter como pagar o aluguel, a única solução desses trabalhadores é se render à situação.
“As vendas caíram 100%. Não tem como manter as portas abertas”, afirma Tiago Rodrigues Fernandes Souza, 25, ao carregar para dentro do caminhão uma parte do armário da lanchonete a qual trabalhava há cinco anos com a tia, Eliane Souza Biachi, proprietária do estabelecimento há 25 anos.
Em uma semana nem um cliente entrou no salão de beleza da cabeleireira “Preta”, assim conhecida na vizinhança. Mesmo sem a clientela Preta afirma que não vai fechar as portas como a maioria dos vizinhos. Há 31 anos o local serviu de sustento para ela e a família. “Esperei até agora, o que me custa esperar até o dia 20?”, questiona a dona do salão em referência á resposta que o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, ficou de dar para esses trabalhadores até o dia 20 desse mês.
No posto policial localizado ao lado da rodoviária, militares afirmam estar fazendo um trabalhe de combate ao tráfico no local. “Estamos sempre de olho para que marginais não façam uso de drogas aqui dentro”, destaca o soldado Ferreira. Camelódromo
| Alessandra de Souza |
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A expectativa desses comerciantes era de que o camelódromo assumisse o lugar da rodoviária, porém, a ideia foi descartada pelos próprios ocupantes do camelódromo, o que fez com que esses comerciantes ficassem indignados.
Além dos comerciantes internos da rodoviária, os donos de bares e lanchonetes que ficam do lado de fora da antiga rodoviária também reclamam da mudança.